Projeto piloto mostra grande potencial para piscicultura

Modelo do “Mais Peixe” é testado em propriedades no Assentamento Zumbi dos Palmares. Análise revelou que os peixes estão com boa saúde e em condições ideais para o projeto.

A superintendência municipal de Pesca e Aquicultura considerou extremamente positivo, o resultado da avaliação do potencial para desenvolvimento da piscicultura como alternativa de renda para pequenos produtores rurais. No início desta semana, foi feita uma despesca para biometria em tanques de duas propriedades no módulo III do Assentamento Zumbi dos Palmares, no distrito de Travessão, onde há seis meses foi iniciado um projeto piloto para analisar a viabilidade de implantação do “Mais Peixe”.
— A falta de chuvas dos últimos meses, que vem prejudicando o cultivo agrícola e a pecuária, provocou o rebaixamento dos lençóis freáticos e, consequentemente, dos níveis de água nos tanques escavados no assentamento. Mesmo assim, a despesca das tilápias no projeto pioneiro na propriedade do agricultor Rogério de Souza foi muito positivo.  A qualidade e o peso, em média com 500 gramas, nos surpreenderam positivamente — afirmou o superintendente adjunto José Armando Barreto.
Segundo o superintendente adjunto, a despesca para biometria é um manejo no qual parte dos peixes cultivados é amostrada e informações de interesse, como peso e estado de saúde dos animais são verificados. O projeto piloto tem recebido apoio e acompanhamento técnico da superintendência desde o início, com os produtores ficando responsáveis pela ração.
O manejo mostrou que os peixes estão com boa saúde e que as condições gerais para o projeto são ideais, principalmente a qualidade da água na região. Ainda segundo José Armando, se o quadro climático estivesse mais favorável e o fornecimento de ração um pouco acima do verificado, os peixes poderiam ter atingido 700 gramas no período.
— Já identificamos na região mais de vinte pequenos produtores rurais com vocação para criar peixe e esse número poderá crescer exponencialmente a partir do sucesso com os primeiros criadores. O potencial do mercado é enorme, visto que a maior parte do peixe criado em cativeiro consumido em Campos nós recebemos de outros municípios e até mesmo outros estados — completa o superintendente adjunto.
Por: Edson Cordeiro – Foto: Divulgação

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