Canal Campos-Macaé é tema de palestra no Nupem

O Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nupem/UFRJ) realizará uma palestra sobre “Canal Campos-Macaé: o descaso sócio-histórico ambiental e seus impactos em Macaé”, nesta quinta-feira (9), das 11h ao meio-dia, no auditório do Nupem, no bairro São José do Barreto. Tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), o canal sofre, atualmente, com a poluição em vários trechos da região por onde passa.

O palestrante será Théo Dias Arueira e a população interessada na temática pode participar. O evento faz parte do projeto Ciclo de Palestras – Diversidade, Ambiente & Sociedade, promovido pelo Nupem, às quintas-feiras. Trata-se de uma oportunidade da universidade mostrar a sua contribuição para uma sociedade com mais justiça social e preservação ambiental.

Com o projeto, o Nupem divulga para os alunos todo o trabalho que está sendo feito no núcleo e também é o momento de a sociedade ficar por dentro das pesquisas desenvolvidas por alunos e professores.

A programação do ano inteiro pode ser acessada no site do Nupem www.macae.ufrj.br/nupem. O núcleo está localizado à Avenida São José do Barreto, 764, no Barreto.

Um pouco da história do canal

O Canal Campos-Macaé liga os rios Paraíba do Sul e Macaé, foi inaugurado em 1861, depois de ter sido construído por escravos durante 17 anos, e é considerado grande obra da engenharia. É o segundo canal artificial mais longo do mundo, perdendo apenas para o Canal de Suez, que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho, no Oriente.

O objetivo do Canal Campos-Macaé era facilitar o escoamento da produção açucareira, mas acabou em desuso com a construção da estrada de ferro ligando os dois municípios. Ele atravessa também as cidades de Quissamã e Carapebus e passa em faixa de manguezal do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba.

A navegação com embarcações transportando pessoas e cargas começou somente no dia 19 de fevereiro de1872. São 106 quilômetros e largura média de 15 a 20 metros. A primeira viagem levou quase dois dias até Macaé.

Atualmente, o canal continua passando em áreas de predominância rural de pecuária bovina e agroindústria açucareira. Porém, em muitos trechos a população vizinha sofre com a poluição, que produz mau cheiro, assoreamento, seca, cobertura por vegetação densa, fenômeno favorecido pelo despejo de esgotos in natura e outras ações degradantes que precisam do envolvimento de todos no debate.

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